O câncer de próstata (CaP) é o sexto tumor maligno mais comum em números de casos novos, sendo o terceiro câncer mais encontrado em homens de todo o mundo. Esse panorama ainda é pior quando nos homens europeus, americanos e de algumas partes da África onde é o primeiro tumor em incidência.

O Câncer de Próstata é EXCLUSIVO de homens mais idosos?

O Tumor maligno da próstata é o mais frequente nos homens acima dos 50 anos de idade, ficando atrás somente dos tumores de pele. Sua incidência aumenta com o envelhecimento. No entanto, com os novos métodos de diagnóstico e com a popularização das avaliações periódicas da próstata é cada vez mais comum encontrarmos câncer de próstata em pacientes mais novos, até mesmo aos 40 anos de idade.

Reposição de testosterona induz aparecimento do Câncer de Próstata (CaP)?

Ainda não se tem o conhecimento de toda a verdade sobre esse tema. O que se sabe é que a testosterona não induz o aparecimento de CaP, mas pode estimular seu crescimento. Por esse motivo, um dos tratamentos possíveis para o câncer de próstata é zerar a produção de testosterona do próprio individuo, seja com hormônios dados ao pacientes, ou operando (o nome dessa cirurgia é orquiectomia bilateral).

Como é feita a avaliação anual da próstata?

É realizado um exame físico completo no paciente, incluindo toque retal da próstata. Entre os exames de sangue é obrigatória a solicitação de PSA.

Realiza-se exame físico completo no paciente, incluindo toque retal da próstata. Entre os exames de sangue é obrigatória a solicitação de PSA.

E nessa avaliação anual, como ocorre a suspeita de câncer de próstata

O que fazer em caso de suspeita de Câncer de Próstata?

Depende muito de cada caso. Em alguns pacientes já é válido solicitar Biópsia de Próstata de imediato. Outros casos podem ser levados com acompanhamento mais próximo do PSA e outros ainda, podemos solicitar Ressonância Magnética da próstatapreviamente a biópsia de próstata. A melhor ressonância para diagnóstico é a multiparamétrica e com 3 Tesla para melhor definição das imagens.

Como é feita a Biópsia de Próstata?

A Biópsia de próstata é feita com o paciente sedado (anestesiado) e deitado de lado de forma confortável. É feita uma ultrassonografia (USG) com entrada pela região do ânus. Esse USG guia uma pequena agulha que penetra a próstata e colhe pequenas amostras de tecido. A biópsia é de extrema importância no diagnóstico do câncer de próstata, sendo ainda o ÚNICO método 100% confiável quando positivo, desde que analisado por um patologista competente.

O que fazer após um diagnóstico de câncer de próstata?

Após diagnóstico com a biópsia, precisa-se estadiar o paciente, ou seja, determinar a extensão deste tumor na próstata:

Os tratamentos diferem quanto ao local de acometimento do tumor.

Qual o tratamento do Câncer de próstata?

Câncer Localizado

1. Cirurgia – Chamada Prostatectomia Radical. Principal opção de tratamento curativo, principalmente para pacientes mais jovens, com expectativa de vida > 10 anos e para tumores pouco agressivos. A cirurgia pode ser realizada de forma convencional aberta ou com ajuda de Robô (Cirurgia Robótica).

2. Radioterapia Externa – Opção a cirurgia como tratamento curativo. Expectativa de vida > 10 anos, com contraindicações cirúrgicas ou para pacientes que não aceitem as taxas maiores de disfunção erétil e incontinência urinaria da Prostatectomia. É feita em várias sessões totalizando mais de um mês de tratamento.

3. Observação vigilante – Pacientes com tumores pouquíssimos agressivos na biópsia e para pacientes que não aceitam a cirurgia.

4. Braquiterapia – Opção a Radioterapia Externa para próstatas pequenas, em pacientes sem sintomas urinários.

5. Hormonioterapia – Pacientes com sintomas urinários e que não aceitam nenhum outro tipo de tratamento.

Câncer localmente avançado

1. Radioterapia Externa – É a principal forma de tratamento em combinação com Hormonioterapia.

2. Cirurgia – Opção para pacientes selecionados com provável Radioterapia Externa complementar.

3. Hormonioterapia – Pacientes com sintomas com grande extensão tumoral.

Câncer avançado ou metastático

1. Hormonioterapia – Opção padrão não curativa, podendo ser cirúrgica (orquiectomia bilateral) ou com aplicações de injeção de hormônio em doses mensais ou trimestrais.

2. Quimioterapia – A quimioterapia é a segunda opção na falha da Hormonioterapia.

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